segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O Equilibrista


A vida toda acreditei que o melhor modo de se viver é buscando o equilíbrio e isso não estar errado, meu erro foi pensar que viver uma vida de equilíbrio é estar centrado sem pender pra nenhum extremo , mas observando um equilibrista andando na corda bamba percebi que para se equilibrar ele pendia pra um lado e para outro pois se ele ficar parado no meio alem de não progredir ele também pode cair.
Percebi com isso que para se equilibrar na corda bamba da vida eu não posso ficar parado no meio, se não eu fico paralisado sem progredir e posso cair, percebi que para me equilibra preciso pender de um lado para o outro, hora num extremo, hora no outro. É como nos ensinou o sábio quando disse que há um tempo determinado pra tudo na vida, existe tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de amar e tempo de aborrecer, tempo de ajuntar e tempo de espalhar, tempo de abraçar e tempo de afastar-se de abraçar, ou seja, cada tempo na vida pende pra um extremo ou para outro quase não se fica no meio.
Ficar no meio é ficar, morno, apático, omisso andar no meio é viver uma vida sem sal, por isso aprendo com equilibrista que para se caminhar na corada bamba da vida é preciso pender de um lado a outro evitando ao maximo estar no meio, e para isso é preciso se perder o medo e lembra que se eu pender só para um lado eu também posso cair, por isso é preciso sabedoria pra discernir o tempo é o modo de todas as coisas.
Edgar Rangel 17/09/2012


sábado, 15 de setembro de 2012

O Relogio


Quando se olha o tempo todo para o relógio a hora não passa e a paciência vai embora.
Quando se olha o tempo todo para o relógio a ansiedade aumenta no ritmo do ponteiro dos segundos.
Quando se olha o tempo todo para o relógio não se percebe tudo de belo que esta a nossa volta.
Quando se olha o tempo todo para o relógio a visão fica limitada a três ponteiros e doze números quando se tem o infinito pra explorar.
Tirar os olhos do relógio é descansar, e quando se descansa a hora passa mais rápido e a impaciência que vai embora.
Quando se tira os olhos do relógio não há ansiedade, pois afinal nem no lembramos dos segundos.
Quando se tira os olhos do relógio é possível contemplar o belo na riqueza dos seus detalhes, pois não existe pressa.
Quando se tira os olhos do relógio a visão é ampliada em todos os ângulos ela deixa de ficar limitada só ao pulso.
Quando se tira os olhos do relógio o temo certo pra você chega e você nem vê , pois estava curtindo a vida ao invés de estar  torturado pela ansiedade que o olhar constante para o relógio traz.
Edgar Rangel 29/08/2012